Brasil ocupa o 5° lugar no quesito participação entre os parceiros de fora da UE no Horizon 2020

03/08/2017

Em vigor desde 2007, o acordo de Ciência e Tecnologia da União Europeia com o Brasil conduziu intensas atividades de colaboração em Pesquisa e Inovação com mais de 350 projetos em conjunto. Tecnologia da informação, comunicação, saúde e pesquisas marinhas foram os principais campos de cooperação.

 

Atualmente, o Brasil ocupa o quinto lugar em termos de participação entre os parceiros não membros da União Europeia no Horizon2020, o programa principal e instrumento de cooperação.

 

Diálogo Político Europa-Brasil em Pesquisa e Inovação

“Pesquisa e Inovação” tem sido o aspecto chave dessa cooperação. Na EU-Brazil Summit, realizada em 24 de fevereiro de 2014, os líderes do Brasil e da União Europeia reuniram-se em Bruxelas para discutir formas de promover a parceria estratégica em áreas-chave.

Na Declaração Conjunta, a cooperação em pesquisa e inovação foi proposta como meio de fortalecer a competitividade, criar empregos e enfrentar os desafios globais em áreas como desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas, meio ambiente, energia, direitos humanos e política cibernética internacional.

Grupos de trabalho foram criados com a missão de se engajar em uma abordagem colaborativa para capitalizar o que existe, identificar ações conjuntas e cronogramas de implementação, bem como monitorá-los e informar.

 

Cooperação Internacional em Computação em Nuvem

A estratégia da Digital Single Market (DSM) cobre o apelo à cooperação em questões digitais a nível internacional com o Brasil. Os esforços estão centrados na manutenção e no desenvolvimento da abertura do mercado europeu na esfera digital. Assim, a adoção de serviços na nuvem deve ser apoiada e promovida globalmente.

Por meio de contínuos diálogos sobre a política de TIC, a Comissão Europeia e o Brasil estão discutindo aspectos de serviços básicos com base em nuvem, como certificação, código de conduta, termos de contrato-modelo para serviços de nuvem e padrões.

Para apoiar essa interação, já existem diversas iniciativas de pesquisas em conjunto. Para pesquisa e inovação, o plano é progredir para abordagens tecnológicas e chegar a um consenso sobre os padrões futuros. Isso garantirá o nível mínimo de interoperabilidade e portabilidade. O resultado será uma maior concorrência no mercado de serviços em nuvem.

No programa Horizon 2020 (H2020), o objetivo é fortalecer a colaboração em nuvem através de chamadas coordenadas com parceiros internacionais selecionados, como o Brasil. Espera-se que pesquisas focadas beneficiem as discussões políticas atuais com o Brasil.
A colaboração política incluiu a tarefa sobre a identificação de barreiras que podem impedir a adoção de serviços baseados na nuvem na União Europeia e no Brasil. Também identifica iniciativas conjuntas concebidas para minimizar tais barreiras.

A União Europeia e o Brasil identificaram como barreiras:

  • Complexidade do quadro jurídico (direitos dos usuários, localização de dados e privacidade, incluindo aspectos globais dessas questões);
  • Segurança (falta de uma abordagem comum aos níveis de segurança);
  • Falta de padrões comuns.

Projetos em evolução desenvolverão tecnologias inovadoras para a provisão de serviços com base em nuvem que levem em consideração as preocupações de segurança. Espera-se que a colaboração entre as duas partes promova aplicativos centrados na nuvem para Big Data, e de certa forma, facilite a coordenação entre as políticas.

Fonte: Anpei